segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Narciso Moderno



Perdoem meus erros de lingua, pois escrever não é como falar, mas escrevo pior do que falo e se Deus escreve torto por linhas certas por que eu não posso escrever errando por linhas tortas??
Ai vai mais uma aventureira dessenvoltura pelas palavras e me perdoem os leitores, se eles exitem, pela demora.

Muito se fez ao longo da história para o homem inda permanecer inteiro. Montanhas foram removidas e mares foram secados para que nossa pobre existência se torna-se centro do universo. Apesar dos esforços declarados de grandes personagens. Ainda os seres humanos são o centro da coisa toda. Claro que isso é de se esperar pois por onde você olhe sua sombra soturna lhe acompanhará pelas estradas. Mesmo que não observamos, nosso ego, se coloca a frente de todas as outras coisas que existe no planeta Terra. Mesmo diante de nos mesmo, a elevada projeção de nossas vãs pretensões obscurecem de tal maneira nossas vidas que o genocído pode ate ser plausível para que EU EXISTA. A nossa pretensa posição privilegiada na natureza hoje toma proporções particularissimas. A busca pelo reflexo perfeito, a imagem amada de mim projetada na ilusória dimensão virtual da rede mundial. Os inumeros fotoslogs e blogs nos aprisionam eternamente no desejo de amarmos a nos mesmos. O amante perfeito, quem é mais próprio a se amar do que a mim mesmo. Estar em evidência em algum mecanismo de mídia é nosso narcísico objetivo desse novo momento. As buscas irrefreaveis pelo reflexo é admiravelmente um sucesso mundial, haja vista os inúmeros videos e imagens de pessoas "comuns" espalhadas pela net.

Como o mito de narciso nos advertiu a mais de dois mil anos, nosso reflexo é o bem mais almejado que nossa buscas nos proporcionam. A aventura de narciso o coloca diante de uma possível amante chamada Eco. Óbivio que os gregos não perdiam seus tempos com concidência, o nome da amante de Narciso é proposital. Pois perdidamente apaixonado por si, o pobre rapaz se emaranha num namorico com um nínfa que tem por nome a repetição do mesmo. O reflexo fónico dos gritos dos desesperados. Em fim estava Narciso desesperadamente enamorado por si mesmo e somente de reflexos vivia ele. E não teve outro destino possível senão o encontro com a diferença radical. A morte. Sua alucinada busca o levou ao encontro com aquilo que mais nos difere, o que se opõem a própria vida.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Carpem Diem


O que se passa em nossos dias? Não conseguimos fazer qualquer suposição generalizada. Dificilmente será possível responder a essa questão com precisão. O que é possível se fazer são iniciativas à resposta. Uma pequena aproximação retórica e palavresca sobre a questão.
Já que é de incertezas e incompletudes que se produz, lá vai mais um incompleto producto da mente daquele que vós escreve.

Estive pensado outro dia qual seria minha nova desventura através do palavrear. E me veio a mente a necessidade de escrever a cerca desses dias que nós rodeiam e as vezes assombram. Sim, a incerteza mais que nunca corrói, minha vida pela menos, mas creio que de outros da minha idade principalmente que estão nessa mesma nau de loucos.

Arriscaria enveredar pelo contexto em que se vive hoje em dia. No qual, mais do que nunca, "o louco meu", as tóxicas viajem pelo mundo das drogas mostra-se mais seguras que um bom emprego. É o que muitos estão acreditando, num mundo sem muitos crenças ou repleta delas, faz se crer no paraíso narcótico como a grande esperança dos desesperados. É fácil se observar nas madrugadas urbanas aqueles viciados bem encaminhados no crack.

Não quero apontar um caminho para o paraíso, mas apresentar um interessante, para mim, momento da humanidade. Sem rumo e desprovida de um destino a humanidade se vê desfragmentada em torno de ideais solitários. Momento em que as buscas individuais sustenta a existência de muitos. Outros tantos refugiam-se na casa do senhor em busca de um confortável cobertor simbólico.

Não acredito que esse seja privilégio de nossa contemporâneidade, mas sim privilégio daqueles que vivem momentos de grandes mudanças. Estamos prestes a sofrer uma mudança radical em nosso meio de produção, que a anos se mostra insustentável para a vida como a conhecemos. E no campo das representações nunca se viu tantas alternativas para o sentido da vida.

Não há mais vanguardas nem grandes movimentos, mesmo aqueles que se dizem sociais atendem a interesses particularistas e individuais. Não estamos no mato sem cachorro, estamos em meio a um turbilhão de mudanças. As tradições se declinam para logo apresentarem-se em movimentos universais e vise-versa.

Para aqueles que estão sem ground não se preocupem pois as portas da criação estão se abrindo para você. As possibilidades de se construir algo novo para a vida se mostra no devir de cada dia. Sendo que cada dia jamais voltará a ser o mesmo, aproveite o dia.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

JONAS NA BARRIGA DA BALEIA!!!!

Mas enfim retomando nossa batalha pelas palavras, no momento uma singela contribuição aos navegantes.

Pois bem, me questionava outro dia sobre as infames venturas dos nossos semelhantes. Uma delas atribuo ao JONAS, sim aquele que fora engolido pela baleia. A desventura de nosso amigo já parte do fato de ter sido tragado por uma baleia. Nada contra elas, mas onde já se viu uma baleia engolir uma pessoa. E qual o motivo do JONAS acabar-se como tira gosto de baleia! Pobre JONAS teve tamanho triste fim que o animal nem perdera tempo em ruminá-lo. O coitado do JONAS, provavelmente nem tivera tempo de se ver mastigado. Seu destino fora certo no estomago do animal. Uma coisa é verdade, nosso desventurado em questão, não deve ter correspondido a uma lauta refeição para o gigantesco bicho, mas como já dito, um petisco. Provavelmente o homem já passava dias no mar e estava bem magrinho.

O que mais intriga nessa história repleta de moralismos. É o porque. O que fazia JONAS no mar? A resposta a essa questão é privilégio de seus contemporâneos que infinitas vezes lhe recomendaram: “JONAS, não vá ser engolido por baleia!!!”. É claro que sua família era dotada de uma longa linha de antepassados dantes digeridos por mamíferos aquáticos especificamente por Cetáceos. Pois como diz o ditado filho de peixe....

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Destino incerto.

Destinado a percorre o palavriu, gostaria de propor uma produção típica de meu século. Situando os nobres navegantes, gostaria de apresentar o "meu século". Nada de luzes, pois elas já se poram há algum tempo. Muito menos de total trevas. Temos então um continente, com diversos fusos, onde há luzes e trevas, às vezes até juntas LUEVAZ, se podes entender assim. No entanto, um fato nos consome profundamente. Trata-se do futuro, exemplo clássico do que seja esse novíssimo conceito, LUEVAZ. É como se deixássemos nosso abrigo e partíssemos para uma aventura desmedida rumo ao desconhecido.

Imaginem os outrora navegantes que abandonavam seus lares. Nada mais emocionante ver aqueles jovens se laçarem ao mar sem fim. Em busca da promessa de uma vida, ou quem sabe de belas aventuras, melhor para suas pobres e indecifráveis existências.

Deixamos o continente das certezas para as cucuias e nos livramos das raizes sob nossos pés. Miramos nossas frágeis bússolas para um porto que nunca, nunca, jamais haverá de chegar. Navegamos-nos distantes de mais da terra firma e fizemos de nós eternos desbravadores.

Sim, queridos, não há mais, não haverá mais terra prometida, o paraíso confiscou nosso visto de entrada. A pirataria não é mais segura, a guerra?? Custa a nossos joelhos. Somente nos resta o tédio das calmarias do mar sem fim.

Mas alegram - te o mar nos espera, o incerto será nossa bússola e o futuro nosso eterno destino.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Bem vindos, ao novo espaço de interação com a palavra, ela que está renovada, Hi-tech, com dimensões nunca dantes percorridas e palavreadas. Esse espaço que se faz concreto na virtualidade se dispõe a percorrer as infinitas dimensões do palavrear.
Se de tão antiga se faz nova nesta dimensão que eleva a palavra ao código da informação mundial. Faz-nos pensar que mesmo diante de ferramentas de comunicações deslumbrantes, sem as palavrinhas não se faria nada, o vazio da comunicação se daria. Então é palavreando que vivemos e vivendo das palavras que somos.
Sendo assim, caros navegantes, disponho esse pequeno porto para nos embebedarmos no néctar da palavra. Você que é fascinado pelas silabas em associação venham e compartilhem aqui as múltiplas maneiras de se dizer as palavras.