segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Carpem Diem


O que se passa em nossos dias? Não conseguimos fazer qualquer suposição generalizada. Dificilmente será possível responder a essa questão com precisão. O que é possível se fazer são iniciativas à resposta. Uma pequena aproximação retórica e palavresca sobre a questão.
Já que é de incertezas e incompletudes que se produz, lá vai mais um incompleto producto da mente daquele que vós escreve.

Estive pensado outro dia qual seria minha nova desventura através do palavrear. E me veio a mente a necessidade de escrever a cerca desses dias que nós rodeiam e as vezes assombram. Sim, a incerteza mais que nunca corrói, minha vida pela menos, mas creio que de outros da minha idade principalmente que estão nessa mesma nau de loucos.

Arriscaria enveredar pelo contexto em que se vive hoje em dia. No qual, mais do que nunca, "o louco meu", as tóxicas viajem pelo mundo das drogas mostra-se mais seguras que um bom emprego. É o que muitos estão acreditando, num mundo sem muitos crenças ou repleta delas, faz se crer no paraíso narcótico como a grande esperança dos desesperados. É fácil se observar nas madrugadas urbanas aqueles viciados bem encaminhados no crack.

Não quero apontar um caminho para o paraíso, mas apresentar um interessante, para mim, momento da humanidade. Sem rumo e desprovida de um destino a humanidade se vê desfragmentada em torno de ideais solitários. Momento em que as buscas individuais sustenta a existência de muitos. Outros tantos refugiam-se na casa do senhor em busca de um confortável cobertor simbólico.

Não acredito que esse seja privilégio de nossa contemporâneidade, mas sim privilégio daqueles que vivem momentos de grandes mudanças. Estamos prestes a sofrer uma mudança radical em nosso meio de produção, que a anos se mostra insustentável para a vida como a conhecemos. E no campo das representações nunca se viu tantas alternativas para o sentido da vida.

Não há mais vanguardas nem grandes movimentos, mesmo aqueles que se dizem sociais atendem a interesses particularistas e individuais. Não estamos no mato sem cachorro, estamos em meio a um turbilhão de mudanças. As tradições se declinam para logo apresentarem-se em movimentos universais e vise-versa.

Para aqueles que estão sem ground não se preocupem pois as portas da criação estão se abrindo para você. As possibilidades de se construir algo novo para a vida se mostra no devir de cada dia. Sendo que cada dia jamais voltará a ser o mesmo, aproveite o dia.