tanto quanto arrebatador de duas partes indistintas.
Como ódio futebolístico redirecionado, mas para outro fim obscuro.
Dois partidos se agredindo em praça pública, fomentando uma raiva demente por outro partido, e seus caciques endoidecidos babando ódio um sobre o outro.
Ambas as partes descendentes de histórias inglórias, dois partidos: o azul e o vermelho. Apenas um reflexo do que o mundo todo está se transformando, em duas bandeiras.
Sempre assim, radicados por cores, emblemas, escudos e faixas. O vermelho e azul. A divisão eterna de tudo, outrora eram Mouros e Cristãos.
E agora como distinguir quem são os vermelho e os azuis?
As redes sociais salpicam batalhas encarniçadas em torno de quê mesmo? É por uma figura, um desejo, um anseio, nada é muito claro. Uma bruma esparsa de pouca nitidez esconde as diferenças.
As vezes são as semelhanças que os dividem, famílias se partindo, seria entorno de ideais?Tão pouco. Parece mais um desejo de beber a vida do outro. Para que ele deixe de existir.
Nas brigas escusas entre partidos azuis e vermelhos, uma semente cresce pelo desejo malévolo de destruição e morte, como um câncer nascendo nos escuros corações….