Nada me valha, não sem mesmo me dizer. Nesse momento que o tempo para, as horas dobram e o resoar dos relógios se dilaceram, meu texto é cruel. Crueldade sem limite. Me deite nas letras e nos espaços! Me corroi nessa tinta invisível e surreal, me leve para além dos dias. Me deixe vagar pela via-lactea e além, me leve! Deixa eu perder os laços da carne, me tritura texto meu, quero que tu me dilaceres, me faça pó. Nessa hora em que os relógios dobram. Curve diante de mim sr. Tempo e aceita ingrato minhas palavras, pois seras tu o leitor de minha alma.Queres que parta para o infinito e assim o farei, caminharei sobre as estrelas, pisarei o manto negro do espaço e encontrarei paz nas palavras. Queira ou não minhas letras atravessam sua pérfida existência, pois te devoro e semeio meu canto, crudelíssimo!!!!
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