sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

ANO NOVO, SOCIEDADE NOVA.

Finalmente o ano termina e, como sempre, com chuva. Não há pessoa no Brasil que não preveja as chuvas de verão, salvo os moradores do semi-árido que passam por escassez de água, mesmo eles estão esperando por chuvas nesta época do ano, mesmo que em volume menor.

Os empossados em cargos públicos bem sabem que em meados de setembro já começa a chover e a partir daí o volume de água só aumenta. No entanto, parece que faltam para municípios, governos estaduais e federal condições para lidar com essa caraterística tropical do Brasil.

Bom, para quem não sabe, nosso país tem um regime climático fácil de prever. São duas estações, época de chuva e época de seca, simples assim.

Surpreende verificar que anos após anos nossas cidades são varridas pelas monções de verão. E mais impressionante que nunca há solução. Falta às nossas autoridades a capacidade de planejar para períodos chuvosos, e falta o respeito com cidadão, que passa o ano todo trabalhando e investindo no seu patrimônio para, simplesmente, ver tudo que tem ser arrastado pela enxurrada.

O Japão tem um planejamento tão afiado com relação às catástrofes, no caso tsunamis e terremotos, que em 2011, o último evento catastrófico que devastou parte da ilha, o número de mortes foi mínimo em relação à dimensão territorial devastada.

Graça à política de planejamento contra desastre que é feita integralmente na sociedade japonesa. Não é raro vermos em noticiários treinamento da população contra desastres. São exercícios feitos amplamente na sociedade, sobretudo em escolas de todos os níveis.

Existe uma política de treinamento do cidadão contra catástrofes. Isso mostra respeito do governo e do estado para com seu cidadão que é valioso para o país. Dar aos seus cidadãos condições de sobreviver a um evento catastrófico mostra quanto o país se interessa e valoriza sua população. E veja bem: terremotos e tsunamis não são cíclicos, são eventos aleatórios e imprevisíveis.

No Brasil temos ciclos de chuvas e, no entanto, não nos é possível salvar a população contra desastres previsíveis que se repetem anos após anos. E não cabe aos governos do nosso país justificar as tragêdias alegando ausência de recursos.

Apenas confirma que o cidadão brasileiro não é prioridade para nossos governos. Não interessa ao estado brasileiro salvar seus cidadãos, como bem faz o Japão. Os interesses que rondam nossos gabinetes governamentais passam longe das garantias mínimas que a sociedade brasileira deveria ter.

Espero que 2014 seja mais próspero para sociedade tropical brasileira e que nossos cidadãos passem a estar no centro das agendas governamentais, sobretudo aqueles que têm menos condições para se salvarem.

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